Festival LED reúne nomes da educação e cultura no 2º dia de programação no Rio
O Festival LED (Linguagem, Educação e Desenvolvimento) consolidou-se como um espaço de diálogo e inovação no cenário cultural e educacional do Rio de Janeiro. No segundo dia de programação, o evento atraiu especialistas, educadores, artistas e gestores públicos que debatiam a interseção entre tecnologia, arte e ensino. A programação, que acontece em intervalos de duas semanas, está distribuída por espaços estratégicos da cidade, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Praça General Osório.
Educação e inovação: um diálogo necessário
O segundo dia do festival trouxe ao palco do CCBB uma série de painéis e workshops com o tema “Educação Inclusiva para o Futuro”. Professores de ensino médio, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e representantes de ONGs locais discutiram as estratégias de ensino emergentes, como a metodologia de aprendizagem baseada em projetos e a integração de ferramentas digitais. A sessão inaugural contou com a participação da educadora Mônica Bergamo, que defendeu a importância de repensar os modelos tradicionais de ensino em face das transformações sociais e tecnológicas.
“A educação não pode mais ser vista como um processo linear. Precisamos criar espaços que estimulam a criatividade e a colaboração, especialmente em momentos de crise”, afirmou Bergamo durante a abertura do painel.
Arte e tecnologia: a experimentação no centro da discussão
Já na parte cultural, a Casa da Música e a Galeria Feijão Preto sediaram apresentações e exposições que misturavam arte contemporânea com inovações tecnológicas. Um dos destaques foi a instalação “Memórias Digitais”, uma projeção interativa que reúne depoimentos de moradores da Zona Sul do Rio, narrados por sensores de movimento e iluminação de led. O projeto, desenvolvido por jovens da educação básica em parceria com a Universidade Estácio de Sá, foi elogiado por críticos e visitantes por sua capacidade de transformar dados pessoais em experiências coletivas.
O papel da iniciativa privada
A programação do festival também destacou a colaboração entre setor público e iniciativa privada. Empresas como a Petrobras e a Natura apoiaram workshops sobre sustentabilidade e inclusão, enquanto a Prefeitura do Rio anunciou novas parcerias para levar projetos do festival a escolas da rede municipal. O secretário de Cultura do Município, Lucas Penteado, destacou a importância de programas que unem educação e cultura para reduzir as desigualdades.
“O Festival LED é um exemplo de como a cultura pode ser um motor de transformação social. Quando unimos esforços, conseguimos construir soluções que impactam diretamente as comunidades”, disse Penteado.
O olhar para o futuro
Com a participação de mais de 3 mil pessoas no segundo dia, o Festival LED reforçou seu papel de plataforma de debate e inspiração. A terceira etapa, que acontecerá em outubro, promete aprofundar temas como inteligência artificial na educação e artes periféricas. Para os organizadores, o evento é um passo importante para construir um ecossistema local que valorize a educação como ferramenta de inclusão e a cultura como expressão da identidade carioca.
O Festival LED encerra sua programação gratuita em 30 de setembro, mas seus projetos continuam por meio de parcerias e iniciativas sustentáveis.
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Com informações da equipe do Festival LED
