AO VIVO – Terremoto na Colômbia: Buscas Entram no 3.º Dia e o Número de Mortos é Revisado para 233
Redação – 3 de novembro de 2025
Um novo balanço de vítimas
O governo colombiano, por meio do Ministério das Relações Exteriores e da Defesa, atualizou o saldo das vítimas do terremoto que devastou a região de Cauca na manhã de domingo (1.º de novembro). O novo número de mortos subiu para 233, contra 200 previously informados. Além disso, 1 412 pessoas ficaram feridas e mais de 2 500 residências foram parcialmente ou totalmente destruídas.
“Este é um dos desastres mais graves que já registramos em nosso país nos últimos cinquenta anos”, afirmou o presidente Gustavo Petro durante um discurso ao vivo da Casa de Governo, onde agradeceu a ajuda internacional e ressaltou a “determinação de não deixar nenhuma vida humana em risco”.
Buscas e socorro avançam no terceiro dia
As operações de busca e salvamento, coordenadas pelo Centro Nacional de Gestão de Risco (CNGR), mantêm‑se intensas. Até o momento, as equipes combinam:
- Mais de 5 000 militares e 2 300 bombeiros de unidades de todo o país, além de 1 200 voluntários da Cruz Vermelha Colombiana.
- Aviões de caça e helicópteros da Força Aérea, que sobrevoam as áreas de difícil acesso para mapear fissuras e identificar possíveis áreas de entrapamento.
- Drones de alta resolução equipados com termografia, que já mapearam mais de 400 km² de terreno onde o solo ainda apresenta risco de desabamento.
As principais áreas de atuação incluem os municípios de Páez, Popaýan, Sotavento e Arboí, onde a maioria das estruturas colapsou. As equipes de resgate têm priorizado a localização de vítimas ainda presas em escombros, a distribuição de suprimentos (água potável, alimentos e kits de primeiros socorros) e a reconstrução de pontes que foram vitais para o acesso das comunidades.
Contexto e causas prováveis
O terremoto, medido em 7,5 na escala Richter, ocorreu a uma profundidade de 15 km e teve epicentro próximo à faixa de subducção de Nazca, zona sísmica que já registrou eventos catastróficos nas últimas décadas. Sismólogos da Universidad Nacional de Colombia apontam que a liberação de energia foi provocada por movimentos pré‑existentes nas falhas geológicas da região, possivelmente desencadeados por chuvas intensas que saturaram o solo semanas antes do sismo, aumentando a vulnerabilidade das encostas.
Reações internacionais
Várias nações enviaram mensagens de solidariedade e ofereceram apoio logístico:
- Estados Unidos – enviou um helicóptero UH‑60 Black Hawk e uma equipe de 30 especialistas em busca e salvamento, além de um avião C‑130 com suprimentos médicos.
- França – mobilizou um avião de carga da Air France com equipamentos de desminagem e um médico de campo.
- Organização das Nações Unidas (ONU) – a OCHA (Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários) acionou o Fundo de Emergência e decretou a liberação de US$ 5 milhões para apoio humanitário imediato.
O Papa Francisco, em sua tradicional ângela ao Angelus, manifestou “paciência e esperança” para as vítimas e suas famílias, pedindo orações e reforçando o comprometimento da comunidade internacional.
Desafios logísticos
Apesar dos esforços coordenados, os operadores de socorro enfrentam obstáculos significativos:
- Terreno acidentado – a topografia montanhosa da região impede o acesso de veículos pesados, exigindo o uso de helicópteros e caminhões todo‑terreno.
- Condições climáticas – previsões de chuvas intensas para os próximos dias aumentam o risco de deslizamentos e complicam as operações de resgate.
- Infraestrutura danificada – estradas principais foram derrubadas ou comprometidas, dificultando a distribuição de suprimentos e a comunicação nas áreas afetadas.
Próximos passos
O governo colombiano anunciou um plano de 30 dias para:
- Reconstruir 1 200 habitações que foram totalmente destruídas, com apoio de empresas nacionais de construção e de doadores internacionais.
- Implementar um programa de monitoramento sísmico nas áreas de risco, com sensores adicionais instalados em parceria com a Universidade de Sismologia de Bogotá.
- Garantir o acesso a água potável e energia elétrica para as comunidades afetadas, por meio de unidades móveis de tratamento e geradores.
A Cruz Vermelha Internacional reforça a necessidade de doações de sangue, cobertores térmicos e kits de higiene, que ainda são escassos nas zonas de fronteira.
Conclusão
O terremoto que abalou o sudoeste da Colômbia deixou um saldo humano de 233 mortos e centenas de feridos, enquanto as buscas continuam no terceiro dia de intensas operações de resgate. O esforço coordenado entre autoridades militares, corporações de socorro, voluntários e parceiros internacionais demonstra a magnitude do desafio, mas também a solidariedade e a determinação de reconstruir vidas.
A comunidade global permanece atenta, e a prioridade agora é salvar vidas, aliviar o sofrimento e restaurar a esperança nas comunidades que, apesar da destruição, ainda buscam erguer-se após a catástrofe.
Para acompanhamento em tempo real, siga as atualizações do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia e dos canais oficiais da OCHA.
