Idoso morre após ser atropelado por caminhão na BR‑364 em Rio Branco; vítima chegou a ser internada por dois dias
Rio Branco, Acre – 2 de novembro de 2025
Um idoso de 78 anos morreu, na manhã de quinta‑feira (1.º), após ser atropelado por um caminhão de carga na BR‑364, na altura do bairro São João, zona norte de Rio Branco. O acidente, que ocorreu por volta das 07h30, deixou a vítima gravemente ferida e, apesar dos esforços dos socorristas, ele não resistiu às lesões e morreu no Hospital Rio Branco, onde permaneceria internado por dois dias.
Como foi o acidente
Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM) e da Perícia Criminalística (PC), o caminhão, de placa XYZ‑1234, seguia sentido Rio Branco‑Cruzeiro do Sul quando, ao tentar ultrapassar um veículo de passeio, colidiu frontalmente com o idoso, que atravessava a pista em faixa de pedestrian não sinalizada. Testemunhas relataram que a vítima, identified only as “Seu Paulo”, utilizava um cantinho de caminhonete para atravessar a rua e não percebeu a velocidade do caminhão.
O motorista do caminhão, de 45 anos, informou que não viu a pessoa devido ao “pouco tempo de reação” e que, ao perceber o impacto, tentou frear bruscamente, mas a distância de frenagem foi insuficiente. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia para prestar depoimento e passar por teste de alcoolemia, que deu negativo.
Primeiros socorros e internação
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou ao local em menos de cinco minutos e constatou que o idoso apresentava traumatismo craniano grave, múltiplas fraturas de membros e hemorragia interna. Ele foi imobilizado, colocado em maca e encaminhado ao Hospital Rio Branco, onde permaneceu na UTI por dois dias.
De acordo com o médico responsável pela emergência, dr. Rafael Silva, o quadro do paciente era “extremamente crítico”, com risco de óbito iminente. “Apesar da intervenção cirúrgica de suporte vital e da terapia intensiva, as lesões internas foram devastadoras e o paciente evoluiu para falência múltipla de órgãos”, afirmou.
O velório e a família
O velório foi marcado para a noite de quinta‑feira, no Velódromo da Funerária São Lucas, e contou com a presença de dezenas de parentes, amigos e vizinhos, que manifestaram pesar e incredulidade. A filha do falecido, Maria Aparecida, de 45 anos, descreveu a perda como “um abalo irreparável para a família”. “Meu pai foi um homem tranquilo, sempre gentil. Não consigo acreditar que um simples ato de atravessar a rua tenha terminado sua vida”, disse, entre lágrimas.
Contexto da BR‑364
A BR‑364, que liga o Acre ao sul do Brasil, é conhecida por trechos com baixa sinalização de faixas de pedestres e pontos de atenção para cruzamentos. Nos últimos cinco anos, a rodovia registrou um aumento de 18 % no número de acidentes envolvendo pedestres, segundo dados da Secretaria de Transportes do Acre (SETRAN).
Ainda assim, o secretário estadual de Transportes, Engenheiro José Carlos da Silva, afirmou que “a sinalização e a fiscalização de velocidade são prioridades”. “Vamos intensificar a instalação de sinalização de faixas e de placas de alerta nas áreas de maior risco, bem como ampliar a fiscalização de velocidade”, acrescentou.
Investigação em andamento
A Polícia Civil opened a Inquérito Policial (IP) para apurar as circunstâncias do acidente. As autoridades já colheram depoimentos de testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança próximas e acionaram a perícia para determinar a velocidade exata do caminhão e a posição da vítima na pista.
Até o momento, não há informações sobre eventual responsabilização criminal do motorista, que, segundo a lei brasileira, pode responder por “lesão corporal grave” ou “homicídio culposo”, dependendo da constatação de culpa ou imprudência.
Reclamações da comunidade
Moradores da região levaram ao município um abaixo‑assinado com mais de 200 assinaturas, pedindo a criação de um ponto de travessia seguro, com sinalização luminosa e faixa de pedestres demarcada, além de a instalação de barreiras de segurança nas imediações. “Nós queremos segurança, não é aceitável que a vida de um idoso dependa de um simples sinal”, declarou o líder comunitário Carlos Mendes.
Conclusão
A tragédia reforça a necessidade de atenção redobrada por parte de motoristas, autoridades e sociedade civil no que tange à segurança viária, sobretudo em áreas onde o fluxo de pedestres e o de veículos são intensos. O acidente, que tirou a vida de um idoso que deixa esposa e três filhos, ainda mobiliza a comunidade de Rio Branco na busca por soluções que evitem novos desastres nas estradas.
Reportagem de [Nome do Jornalista] – Agência AcreNews.
