Montes Claros decreta situação de emergência devido à seca que assola o norte de Minas
Publicado em 15 de dezembro de 2025 | Por [Seu Nome] – Agência de Notícias do Norte de Minas
A prefeitura de Montes Claros, a segunda maior cidade do estado de Minas Gerais, decretou oficialmente situação de emergência em todo o município devido à grave seca que afeta a região há vários meses. A medida, publicada no Diário Oficial do dia 10 de dezembro, autoriza a adoção de ações emergenciais e a liberação de recursos extraordinários para enfrentar os desafios impostos pela escassez de água, que já atinge mais de 70% da população urbana e graves perdas no setor agrícola.
O cenário crítico
Dados recentes do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) mostram que o nível dos reservatórios que abastecem Montes Claros está actualmente em 12% da capacidade total — um dos valores mais baixos já registados para a bacia do Rio Jequitinhonha, que serve de linha de abastecimento para a cidade. A pluviometria nos últimos 12 meses foi 38% inferior à média histórica, e as previsões para os próximos três meses não indicam alívio significativo.
Consequências da seca:
- Escassez de água para consumo humano: A Compania de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) implementou um racionamento em rodízio, com cortes que podem durar até 48 horas em alguns bairros.
- Impacto na agricultura: Cerca de 150.000 hectares de culturas — principalmente milho, feijão e café — estão sob risco, com estimativas de perdas económicas que podem ultrapassar R$ 120 milhões (cerca de US$ 24 milhões).
- Crise energética: As usinas hidrelétricas do distrito têm operado abaixo de 30% da capacidade, obrigando a rede a recorrer à energia gerada por termelétricas, o que aumentou os custos de abastecimento em cerca de 20%.
- Emergência sanitária: Agentes de saúde já registaram um aumento de 15% nas consultas relacionadas com doenças transmitidas pela água e desidratação, especialmente entre crianças e idosos.
O que muda com o decreto de emergência?
O decreto assinado pelo prefeito [Nome do Prefeito] permite que o município:
- Utilize fundos emergenciais da Defesa Civil e do ministério da Integração Nacional para adquirir caminhões-pipa, filtros de água e kits de perfuração de poços.
- Implemente campanhas de racionamento mais rigorosas, com multas para quem desperdiçar água, e amplie o horário de distribuição de água através de carros-pipa em áreas mais críticas.
- Agilize a obtenção de licenças para construção de cisternas comunitárias e pequenos sistemas de captação de água da chuva, em parceria com o Governo estadual e ONG’s.
- Reaja rapidamente a pedidos de ajuda humanitária, acelerando a liberação de auxílios para famílias em situação de insegurança alimentar relacionada à seca.
“Estamos a tomar medidas sem precedentes porque esta seca é excepcional”, afirmou o prefeito [Nome do Prefeito] durante uma conferência de imprensa no início desta semana. “O decreto não é apenas um documento técnico; é um compromisso de que não deixaremos ninguém para trás enquanto lutamos contra este desafio.”
Reacção da comunidade e ajuda humanitária
A Câmara Municipal aprovou um pacote de auxílios de emergência no valor de R$ 15 milhões, destinado a pequenos agricultores e escolas públicas afectadas pela seca. Simultaneamente, a sociedade civil organizou uma série de “mutirões da água”, onde voluntários ajudam a distribuir água potável e a instalar sistemas de filtragem temporários.
Organizações não-governamentais, como a Ação pela Cidadania e a rede Mãos Solidárias, já entregaram mais de 2.000 kits de higiene a famílias vulneráveis. ACruz Vermelha Brasileira reabriu um centro de distribuição temporário em [bairro], equipado com água engarrafada, tendas de sombra e um posto médico.
Perspectivas: É esta a pior seca já alguma vez registada?
Embora os residentes mais idosos de Montes Claros se refiram frequentemente ao período de seca de 2012 como o “ano da fome”, os investigadores do Instituto Federal de Minas Gerais alertam que a situação actual pode ser ainda mais preocupante. “Não é só uma questão de menos chuva”, disse a Dra. Luciana Ferreira, climatologista que estuda as alterações no regime de chuvas no semiárido mineiro. “Estamos a observar uma mudança sazonal mais longa, com mais dias consecutivos sem precipitação e temperaturas mais elevadas, o que acelera a evaporação e agrava ainda mais a escassez.”
A Dra. Ferreira alerta que, sem intervenções significativas, como a construção de infra-estruturas de captação de água da chuva em larga escala e o reflorestamento da bacia hidrográfica do Jequitinhonha, o município pode enfrentar condições de seca prolongadas durante as próximas décadas.
O que se segue?
O próximo passo para a prefeitura é apresentar um plano de trabalho à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, solicitando recursos adicionais de aproximadamente R$ 80 milhões para executar projectos de infraestrutura de médio prazo, como a construção de um poço tubular profundo e a modernização da estação de tratamento de água.
Além disso, o prefeito solicitou a declaração de estado de calamidade pública ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para ter acesso a verbas de emergência do governo estadual e agilizar a aprovação de emendas orçamentais.
Em termos simples, as comunidades de Montes Claros estão a observar — e a participar activamente — num esforço concertado para superar uma seca de proporções históricas. A velocidade e a escala da resposta determinarão se a cidade consegue evitar uma crise humanitária ainda maior e se consegue construir um sistema mais resiliente para enfrentar futuros períodos de seca.
Para mais informações e actualizações sobre os esforços de ajuda, visite o portal oficial de emergência de Montes Claros em www.montesclaros.mg.gov.br/emergencia ou contacte a Defesa Civil pelo telefone 0800-283-0800.
Reportagem de [Seu Nome], com contribuições do correspondente regional [Nome do Jornalista], editing de [Nome do Editor].
