Motorista se contradiz e polícia encontra canetas emagrecedoras
Por Redação Extra
Uma investigação policial em uma cidade do interior do Brasil desencadeou uma série de revelações inusitadas após a discriminação verbal de um motorista que, ao ser abordado por integrantes da Polícia Militar, alegou inocência… até que as canetas emagrecedoras foram encontradas em seu veículo.
O caso ocorreu na manhã de quarta-feira, em Jacarezinho (PR), quando o condutor de um caminhão de carga suspeita foi flagrado pela equipe de rotina da 12ª Companhia do Batalhão de Polícia Rodoviária. O morador de Londrina (PR), de 42 anos, estava com o veículo parado no autostrada regional, aparentando irregularidades na documentação e na carga transportada.
Ao ser abordado, o motorista, identificado como Carlos da Silva, afirmou que não havia nenhum problema e que a mercadoria era “totalmente legal”. No entanto, durante a verificação, a equipe percebeu que suas declarações eram contraditórias. Enquanto ele tentava justificar a situação, uma investigação mais aprofundada revelou o conteúdo do caminhão: centenas de canetas emagrecedoras, um produto de cosméticos que, segundo a polícia, não havia sido declarado na nota fiscal.
— O condutor inicialmente disse que a carga era de “material de escritório”, mas, ao ser questionado sobre os espaços vazios no caminhão, começou a se contradizer. Foi então que encontramos as canetas, que na verdade são um produto de emagrecimento. A confusão gerou uma discussão sobre a legalidade do transporte, já que o item não estava devidamente declarado — explica o soldado Rafael Mendes, da PM.
A descoberta levou à apreensão de 320 frascos do produto, cujo valor estimado é de R$ 12.800. Carlos da Silva foi autuado por descumprimento de regulamentações de transporte de mercadorias e por tentativa de falsificação de documentos. Ele alega que adquiriu as canetas de um fornecedor em São Paulo e que “não sabia que tinha que declarar coisas de emagrecimento no caminhão”.
A polícia também investiga a possibilidade de que o produto tenha sido roubado, já que a embalagem não corresponde à quantidade declarada no contrato de carga. O caso foi encaminhado à Delegateia de Crimes Ambientais e à Receita Federal para análise.
Enquanto a investigação prossegue, o episódio reacendeu o debate sobre a fiscalização de cargas em transportes rodoviários no estado. “Isso mostra que precisарамos reforçar a capacitação da equipe. O condutor tentou se aproveitar da confusão entre ‘caneta’ e ‘caneta emagrecedora’, mas a PM não se deixou levar”, comenta o coronel Paulo Henrique, comandante da viagem.
Carlos permanece em liberdade, mas com a proibição de sair do país. As canetas, por enquanto, são guardadas como prova no depósito da polícia.
Curiosidade: O termo “caneta emagrecedora” é uma marca registrada de um suplemento fitoteráfico popular no país, cujas propriedades são frequentemente questionadas por especialistas.
Com informações da Polícia Militar de Jacarezinho
