Netanyahu diz que acordo entre Irã e EUA não vai impedir que Israel se proteja das ameaças do Hezbollah

Artigo: Netanyahu diz que acordo entre Irã e EUA não vai impedir que Israel se proteja das ameaças do Hezbollah

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Brasília/Londres, 5 de agosto de 2024 – O primeiro-ministro israelense, Benjamim Netanyahu, afirmou nesta terça-feira que um entendimento bilateral entre os Estados Unidos e o Irã não alterará a postura de defesa de Israel perante as ameaças constantes do Hezbollah, grupo armado sediado no Líbano e considerado responsáveis por diversos ataques contra o Estado judeu nos últimos anos.

A declaração de Netanyahu ocorre durante um período de tensão elevada no Sul do Líbano, com a força estatal israelense, Israel Defense Forces (IDF), realizando operações rotineiras para conter o movimento do Hezbollah, que tem amplificado seus lançamentos de foguetes e ataques de curta distância ao território israelense desde o início desta semana.

Nos últimos dias, o Irã e os EUA anunciaram um acordo liminar bilaterais para permitir o envio de medicamentos e bens essenciais ao Irã por meio do ar, após um ataque do exército israelense a múltiplos alvos militares iranianos na terça-feira. A medida foi formalmente autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU, seguida por uma resolução que suspende temporariamente as medidas punitivas contra o Irã de 2019.

Apesar do acordo, o primeiro-ministro israelense foi enfático ao afirmar que Israel não se cenar sua capacidade de proteção em face do Hezbollah, enfatizando que o Estado do Sionismo tem autonomia estratégica para reprim a ações do grupo armado.

“O Israel defende sua população, independentemente de qualquer intermediário. Essa questão de acordo entre EUA e Irã é bilateral, mas não abalado o que o Israel vai fazer para proteger seus cidadãos. O Hezbollah quer guerra e Israel está preparado para enfrentá-lo”, declarou Netanyahu em coletiva de imprensa realizada em Ramat Gan.

O líder israelense também reiterou, no entanto, que.“O Irã e o Hezbollah são inimigos declarados de Israel e qualquer tentativa de interferência direta ou indireta contra a segurança do Estado será repelida por todos os meios possíveis. Isso não altera a capacidade do Israel de se tornar num local seguro para seus cidadãos”.

Preocupações internacionais

A intervenção da comunidade internacional no conflito fez-se sentir nos últimos dias. Enquanto alguns países avaliaram o acordo EUA-Irã como um passo em direção à desescalada potencial, outros, como a população israelense e parte da comunidade ocidental, expressaram preocupação com a possibilidade de o Irã aproveitar o acordo para fortalecer suas capacidades operacionais contra Israel.

O representante oficial de direito internacional, que discorda da medida, afirmou que o não pagamento do acordo bilateral por parte do Irão pode agravar as tensões na região, já que grupos aliados de Teerã, como o Hezbollah, ganham terreno enquanto Israel enfrenta críticas internacionais por suas ações no Líbano.

Hezbollah e o desequilíbrio

Enquanto tanto, o Hezbollah já lançou dezenas de foguetes contra o norte de Israel desde o início da semana, e Israel tem respondido com ataques aéreos e operações terrestres no sul do Líbano. A presença militar israelense na área é constante, com ataques periódicos de foguetes por parte do Hezbollah, grupos de parte do território libanês sob controle do grupo.

Defensores do acordo Estados Unidos-Irã alegam que a cooperação diplomática pode ajudar a evitar uma escalada maior no conflito, enquanto críticos, incluindo importantes setores em Israel, veem a medida como uma concessão a um país vizinho inimigo.

“Israel tem todos os direitos a defender sua segurança. Não precisamos de aprovação de ninguém para isso. Mesmo com o acordo entre Estados Unidos e Irã, Israel continuará a proteger seu povo contra as ameaças do Hezbollah”, completou Netanyahu.


Conclusão

O primeiro-ministro israelense reiterou que a soberania de defesa do país é intocável e que nenhuma medida internacional alterará sua postura em relação ao Hezbollah e ao Irã. Enquanto isso, a comunidade internacional segue de olhas para a resposta de Israel e como a situação evolui.


Fotos: relatorio previamente publicado no periódico nacional

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