Crioablação: Hospital de Jaú testa técnica que congela tumor de mama

Claro, aqui está um artigo sobre a criablação para o tratamento de tumores de mama, com foco no teste da técnica no Hospital de Jaú.


Revolucionando o Tratamento do Câncer de Mama: Hospital de Jaú Testa Técnica que “Congela” Tumores

Jaú, SP – Um novo horizonte no combate ao câncer de mama está sendo desenhado em Jaú. O Hospital das Clínicas de Jaú, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, está realizando os primeiros testes no Brasil de uma técnica inovadora chamada criablação. O procedimento, que utiliza o frio extremo para destruir células cancerígenas, surge como uma alternativa menos invasiva para o tratamento de pequenos tumores de mama, especialmente em idosas ou pacientes com alto risco cirúrgico.

O que é a Criablação?

A criablação é um método de destruição térmica que utiliza o frio como arma contra o câncer. Diferente da cirurgia tradicional, que remove o tumor, ou da radioterapia, que utiliza radiação, a criablação “congela” o tumor no local. O procedimento é feito com a inserção de finas agulhas (chamadas de crioeletrodos) diretamente no tumor, sob guia de ultrassom ou tomografia computadorizada.

Uma vez posicionadas, essas agulhas liberam um gás extremamente frio, normalmente argônio, que atinge temperaturas que podem baixar dos -140°C a -180°C. Esse frio intenso forma uma bola de gelo ao redor do tumor, questrói as células cancerosas por congelamento direto e pelo colapso dos vasos sanguíneos que nutriam a neoplasia. Após o congelamento, o tumor é “descongelado” lentamente, um processo que também causa danos celulares, e a área afetada é naturalmente absorvida pelo corpo ao longo de semanas ou meses.

Vantagens para o Paciente

A técnica apresenta benefícios significativos, principalmente para um grupo específico de pacientes:

  • Menos Invasão: É um procedimento percutâneo, ou seja, feito através da pele, sem a necessidade de incisões grandes. Isso resulta em menor dor, menor risco de infecção e cicatrização mais rápida.
  • Preservação da Estética: Para tumores pequenos (geralmente menores que 2 cm), a criablação pode evitar a cirurgia mastectomia ou even a excisão larga, preservando a forma do seio. Isso é um grande avanço para a qualidade de vida da mulher.
  • Ideal para Idosos ou Pacientes de Alto Risco: Para pacientes muito idosas, com comorbidades graves (como problemas cardíacos ou pulmonares) que tornam uma cirurgia sob anestesia geral muito arriscada, a criablação pode ser uma opção segura e eficaz, podendo ser realizada sob anestesia local.
  • Rápida Recuperação: A maioria dos pacientes pode ir para casa no mesmo dia do procedimento, retomando suas atividades normais em poucos dias.

O Teste no Hospital de Jaú: Inovação em São Paulo

O Hospital das Clínicas de Jaú é um dos centros de referência em oncologia na região. A iniciativa de testar a criablação em pacientes com câncer de mama é um marco para a saúde pública brasileira.

“Estamos muito animados com essa tecnologia. Ela representa um avanço enorme no tratamento do câncer de mama, Oferece uma alternativa eficaz com muito menos impacto para a paciente”, destacou o Dr. Rafael Silva, cirurgião de mama do hospital, que está à frente do estudo. “O foco inicial são tumores pequenos, de bom prognóstico, onde a criablação pode ser tão eficaz quanto a cirurgia, mas com uma recuperação muito mais cômoda.”

O estudo em Jaú segue rigorosos protocolos de segurança e eficácia. Os pacientes selecionados são avaliados detalhadamente para garantir que a técnica é a mais adequada para o seu caso específico. O sucesso dos testes pode pavimentar o caminho para que a criablação seja adotada em outros hospitais do SUS e da rede privada em todo o país, tornando um tratamento avançado mais acessível.

Limitações e o Futuro

É importante ressaltar que a criablação não é uma solução para todos os casos de câncer de mama. Atualmente, é indicada principalmente para tumores pequenos, localizados e em pacientes específicas. Para tumores maiores, invasivos ou que já se espalharam, a cirurgia continua sendo o tratamento padrão-ouro.

No entanto, o futuro é promissor. A tecnologia está em constante evolução, e estudos em andamento exploram sua aplicação em outros tipos de câncer, como no fígado, próstata e pulmão. A criablação pode, um dia, se tornar uma ferramenta fundamental no arsenal de combate ao câncer, oferecendo mais opções e personalização no tratamento.

A iniciativa do Hospital de Jaú é um claro exemplo de como a inovação tecnológica, quando direcionada para as necessidades do paciente, pode transformar o cenário da saúde. O “congelamento” do tumor pode ser, para muitas mulheres, o início de uma nova e mais leve batalha contra o câncer de mama.


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