Operação Sunshie 2 prende duas mulheres suspeitas de desviar R$600 mil de ONG em Maceió

Título: Operação Sunshie 2 Results in Arrest of Two Women Suspected of Embezzling R$600,000 from NGO in Maceió

Maceió, Alagoas – A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Sunshie 2, que culminou na prisão de duas mulheres suspeitas de desviar aproximadamente R$600 mil de uma ONG (organização não governamental) na capital de Alagoas, Maceió. A ação faz parte de uma investigação sobre desvio de recursos públicas e fraudes contábeis dentro da entidade.

Contexto da Operação

Segundo a PF, a ONG atua em projetos sociais voltados para o apoio a comunidades vulneráveis, com ênfase no público infantil e no acesso à educação. A principal suspeita da organização, que não foi nomeada publicamente, é acusada de atuar como tesoureira da entidade desde 2018.

O esquema, segundo os especialistas da procuradoria, envolvia falsificação de documentos, emissão de remessas inexistentes e a comprovação de gastos fictícios. O dinheiro teria sido posteriormente reaposto em contas pessoais das investigadas, burlando o controle interno da entidade.

Investigações iniciadas em 2022 tiveram avanço significativo com informações repassadas por denúncias anônimas, que levaram os agentes da PF a coletar provas em operação de cumprimento de mandados em endereços em Maceió.

Arrestos e Procedimentos

As duas mulheres foram presas em flagrante, em domicílio, e ouvidas após audiência de intimação. A PF reforçou que as investigadas são acusadas formalmente de responsabilidades penais pelo crime de lavagem de dinheiro, possivelmente agravado pelo desvio de recursos de instituições de âmbito público.

Além disso, o sistema de monitoramento financeiro (Cofip) revelou movimentações suspeitas em contas bancárias vinculadas às investigadas, o que reforçou as suspeitas sobre a origem irregular dos recursos.

Histórico

A Operação Sunshie 2 é uma sequência da Operação Sunshie 1, deflagrada no ano passado, que revelou um esquema similares de desvios em outra ONG do interior de Alagoas. Na época, cinco pessoas foram presas e 12 mandados foram cumpridos.

Repercussão nas Redes Sociais

A notícia da prisão gerou grande repercussão na região, especialmente em comunidades que já sofreram com a má administração de recursos que deveriam beneficiar populações em situação de vulnerabilidade.

“Esse tipo de esquema, além de punir a entidade, prejudica quem depende desses serviços,” afirmou em pronunciamento o procurador-geral da República, Raul Stédile.

Próximos Passos

Após a conclusão do levantamento informativo realizado no endereço das investigadas, a PF trabalha para descortinar quais sejam as vias de acesso e saída do dinheiro público desviado. A entidade também foi notificada para apresentar resposta técnica sobre os desdobramentos.

A PF ainda investiga se outras pessoas estiveram envolvidas no esquema, podendo haver novas prisões decorrentes da Operação Sunshie 2.


Fonte: Coordenação de Comunicação da Polícia Federal na 9ª Região

Fonte

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